segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Querubim

Temos uma linguagem muda
Um vocabulário inteiro de olhares
Cada toque
Cada sentir da pele
É um dialogo inteiro
Os lábios vermelhos que tanto adora
A pele morena que tão fácil me envolve
Pensamentos como trovoadas
Rápido é barulhento
Calor dos corpos inquietos
A meia luz tremula a nos iluminar
Um ultimo cigarro
A bebida
A eternização do presente
O começo do fim do mundo
Vontade de em fim estar
As palavras vulgarizariam esse dialogo sublime
Que ocorre assim longe de tudo de todos
Dialogo nu , sem moral ,pressão ou preocupação
Ideias que se esvoaçam feito passarinho
Que fogem de mim para viver sem ninho

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

A flor e o espinho

Te mergulhei no mistério que sou eu
Da doçura ate a extrema amargura
O meu bom e o meu mal que veio a te fazer mal
Me fiz em flor e te rasguei com meu espinho
Sangrei logo a dona do meu afeto
Agora ela teme a minha companhia
Que traz tantos sentimentos a tona
Demasiada intensidade
Pouquíssima estabilidade
Mesmo sendo
Amor de verdade

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Carta

Meu amigo meu camarada
Juntos por tantas presepadas
Olheiras conjuntas
Cigarros mal e bem fumados
Copos limpos e sujos
Morenas que vem e vão
Tudo em vão?
Claro que não meu bem
Já que se divertir nos faz tão bem
Quando doí  e porque ainda sentimos
Não somos inertes nessa pequena grande vida
Esse belo hospício
Juntos temos a piores entre as melhores ideias
Experimentamos de certa ternura alucinógena
De alguns corpos compartilhados
Melodias de flautas,gaitas e atabaques
Nos bares da vida
A grande lição e a risada
o destemor do ridículo
Afinal a vida e ridícula
Nada e tão serio quanto parece
Então se de algum mal tu padece
Seja esse , o da risada da gargalhada
Ver o ridículo em si mesmo e no outro
Afinal a vida só e desfrutada por quem ousa ser louco

A calmaria e a tempestade

Ando me embreagando em música
Mergulhando em poesia
Caminhando em prosa
Meus pés estão sempre a dois palmos acima do chão
Flutuo sem medo
Ando pelas ruas olhando nos olhos dos transeuntes
Me sinto deveras leve
O coração bate de alegria e ternura
Não sei o porque da felicidade
Apenas sinto ela me envolvendo
Com seu abraço terno
As noites calmas, a bela música, os bons livros
A serenidade em fim encontrada
Sei que não sera duradoura
A calmaria chama a tempestade
Só quero dessa primavera desfrutar antes que seja tarde

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Em bom português

E diferente o viver em português
Do viver em inglês, francês,alemão
No português as palavras emanam mel
Tem uma doçura unica
Palavras macias
Que te abraçam a cada vogal
Passarinho
Borboleta
Asa
Abraço
Ajuda
Ribeirinho
Tropeiro
Amigo
Sapeca
Violeta
Saudade
Tarde
Língua de criança
Na qual as mais horrendas sentença
Soa como brincadeira
A promessa se torna menos pesadas
O prazer e mais contente
O adeus mais triste
Ondas sonoras de alegria
Língua amada
Como para mim es cara

Sem palavras

As palavras tudo para as palavras
No começo elas eram reflexo do real
Depois se tornaram matéria transcendental
A palavra é maior que a vida
A vida é uma palavra