sexta-feira, 30 de novembro de 2012


Não encontro um querer
Muito menos um saber
Que me cative em certeza
Sempre que me aproximo com delicadeza
Objetivo que me encante devido a tamanha beleza
Me esqueço deste
E volto a minha busca incessante
Por sei la o que

domingo, 4 de novembro de 2012

Sangue nos lábios

Quero viver em intensidade
Antes que seja tarde
Quero a mordida nos lábios
O calor do verão
O frio da chuva
A violência do dia-a-dia
A nudez da paixão
O ócio de domingo
O grito mudo do coração
As ruas cheias
Pessoas se achando é fundamentalmente se perdendo
Desejo tudo , já que o tudo é nada
Quero viver em grito
Chega de quietude
Nada de paz


segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Querubim

Temos uma linguagem muda
Um vocabulário inteiro de olhares
Cada toque
Cada sentir da pele
É um dialogo inteiro
Os lábios vermelhos que tanto adora
A pele morena que tão fácil me envolve
Pensamentos como trovoadas
Rápido é barulhento
Calor dos corpos inquietos
A meia luz tremula a nos iluminar
Um ultimo cigarro
A bebida
A eternização do presente
O começo do fim do mundo
Vontade de em fim estar
As palavras vulgarizariam esse dialogo sublime
Que ocorre assim longe de tudo de todos
Dialogo nu , sem moral ,pressão ou preocupação
Ideias que se esvoaçam feito passarinho
Que fogem de mim para viver sem ninho

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

A flor e o espinho

Te mergulhei no mistério que sou eu
Da doçura ate a extrema amargura
O meu bom e o meu mal que veio a te fazer mal
Me fiz em flor e te rasguei com meu espinho
Sangrei logo a dona do meu afeto
Agora ela teme a minha companhia
Que traz tantos sentimentos a tona
Demasiada intensidade
Pouquíssima estabilidade
Mesmo sendo
Amor de verdade

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Carta

Meu amigo meu camarada
Juntos por tantas presepadas
Olheiras conjuntas
Cigarros mal e bem fumados
Copos limpos e sujos
Morenas que vem e vão
Tudo em vão?
Claro que não meu bem
Já que se divertir nos faz tão bem
Quando doí  e porque ainda sentimos
Não somos inertes nessa pequena grande vida
Esse belo hospício
Juntos temos a piores entre as melhores ideias
Experimentamos de certa ternura alucinógena
De alguns corpos compartilhados
Melodias de flautas,gaitas e atabaques
Nos bares da vida
A grande lição e a risada
o destemor do ridículo
Afinal a vida e ridícula
Nada e tão serio quanto parece
Então se de algum mal tu padece
Seja esse , o da risada da gargalhada
Ver o ridículo em si mesmo e no outro
Afinal a vida só e desfrutada por quem ousa ser louco

A calmaria e a tempestade

Ando me embreagando em música
Mergulhando em poesia
Caminhando em prosa
Meus pés estão sempre a dois palmos acima do chão
Flutuo sem medo
Ando pelas ruas olhando nos olhos dos transeuntes
Me sinto deveras leve
O coração bate de alegria e ternura
Não sei o porque da felicidade
Apenas sinto ela me envolvendo
Com seu abraço terno
As noites calmas, a bela música, os bons livros
A serenidade em fim encontrada
Sei que não sera duradoura
A calmaria chama a tempestade
Só quero dessa primavera desfrutar antes que seja tarde

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Em bom português

E diferente o viver em português
Do viver em inglês, francês,alemão
No português as palavras emanam mel
Tem uma doçura unica
Palavras macias
Que te abraçam a cada vogal
Passarinho
Borboleta
Asa
Abraço
Ajuda
Ribeirinho
Tropeiro
Amigo
Sapeca
Violeta
Saudade
Tarde
Língua de criança
Na qual as mais horrendas sentença
Soa como brincadeira
A promessa se torna menos pesadas
O prazer e mais contente
O adeus mais triste
Ondas sonoras de alegria
Língua amada
Como para mim es cara