sábado, 31 de dezembro de 2011

Um cárcere coletivo

Como Brasileiro,Latino Americano e nativo do estado de Minas Gerais acredito que possa me dar ao luxo de analisar a sociedade na qual vivo, estes dias estava conversando com um alemão sobre diferenças culturais, apos esse dialogo fiquei surpreso e um tanto quanto deprimido por ver o abismo que separa nossas culturas, não que eu vá cometer o erro tipico de uma mentalidade de colonizado no qual  a cultura europeia já e julgada previamente superior mas no quesito liberdade e independência de fato eles estão anos luz a frente.No Brasil existe um caminho predeterminado que as pessoas devem seguir, bem pelo menos para a classe media tem, e bem simples e vou demonstrar rapidamente:

         Vida=Ensino fundamental e médio + faculdade + emprego+ casamento=morte

Logo apos se formar no ensino médio somos jogados no ensino superior existe uma pressão da família e da sociedade no geral para que se escolha rapidamente a profissão apos a graduação no ensino superior no geral as pessoas conseguem um emprego e saem da casa dos pais apenas quando vão se casar então tem filhos e o ciclo se repete com estes.
Para mim isso soa deprimente e preciso romper com isso, dar um grito de individualidade ao conversar com esse alemão ele me contou que em seu país não existe essa pressão que no Brasil já esta entranhada nas família, as pessoas tem o tempo que quiser para escolher a futura profissão.Claro que e outra realidade economia , mas o Brasil e um pais muito rico nao deveria ser assim as pessoas devem poder viver a vida do jeito que querem sem essa moral conservadora nos impondo como ela deve ser vivida.




sábado, 17 de dezembro de 2011

Meu problema com os conceitos

Ainda sei muito pouco para ser sincero me considero um bocado ignorante existem milhões de coisas interessantes que ainda não aprendi e provavelmente precisaria viver umas sem vezes mais que um Matusalém para aprender tudo que eu quero, mas indo direto a questão que quero debater, nesse meu lento avançar intelectual no qual para ser bem honesto sinto que e como um jogo de amarelinha no qual algumas vezes dou um passo para voltar dois pois quanto mais se aprende se torna mais fácil perceber o pouco que se sabe, eu percebi que o grande problema esta no significado que damos as palavras.
Um comunista jamais dará a ideia de liberdade o mesmo conceito que um neoliberal, um pai de família católico casado não sente o mesmo amor que um hippie que vive em uma comunidade em Jasatuba* e que tem um relacionamento aberto com varias pessoas.
Isso me intriga muito mostra como uma ideia de universalidade e facilmente batida e como tudo e absurdamente abstrato, li recentemente dois autores com textos excelentes um e de Kant e ele se refere ao conhecimento como meio de alcançar a liberdade o outro e de Sartre que já define que somos "condenados a liberdade".
Essas ideias não são como uma receita para bolo no qual e preciso apenas seguir a instrução e pronto tem suas ideias prontas, elas estão em construção, a cada livro que leio cada pessoa com quem convivo minha ideia de liberdade, amor, justiça.... vai sendo construída e desconstruída
Logo o que realmente importa são os conceitos. O que e liberdade para você hoje?

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Um amor que caiba em 140 characters

Vivemos em um mundo qual tem como principal característica o fato de ser breve, nada dura, isso vai de objetos a relacionamentos muito provavelmente devido aos últimos avanços tecnológicos quais são muito recentes ,a internet como a conhecemos não chega a ter duas décadas de vida mas já mudou o modo como nos relacionamos, as pessoas se conhecem se envolvem e se expõem muito rapidamente em poucos meses uma pessoa pode se estar em vários relacionamentos vazios no qual ocorre um grande exposição da intimidade mais quais devido a sua brevidade deixam um sentimento de solidão como jamais visto.
Acredito que isso de se sentir perdido em meio esse novo mundo que aparece para nos se deve ao fato de ser algo diferente de tudo pela qual a humanidade já passou , ou seja somos educados ainda em um modelo que preza por relacionamentos duradouros que leva como exemplo os casamentos de nossos avós por exemplo que na grande maioria dos casos duram uma vida toda, fazem valer a ideia de ficarem juntos ate que a morte os separe. Não estou defendendo esse modelo de vida a dois, de modo algum acredito que em sua grande maioria isso ocorria pois as pessoas não tinham muita opção no próprio Brasil a lei sobre o divorcio pode ser considerada recente, meu questionamento esta nesse modelo qual nos e imposto qual esta mais para o mundo das ideias do que para a realidade.
Acredito também que se pode dizer que existam "culpados" para essa situação na qual vivemos o modelo capitalista  também tem muito a contribuir com isso tratamos as pessoas como produtos quando se tornam obsoletas para os nossos propósitos as trocamos, com isso quero dizer que ninguém quer passar pelas partes desagradáveis levam a ideia hedonista de um prazer rápido para todos os campos da  vida.
Minha critica não contra esse novo modelo de relacionamentos ao mesmo tempo que tem seus pontos negativos traz uma liberdade ao individuo qual jamais existiu anteriormente o grande problema acredito que esteja nessa velocidade em que as pessoas se relacionam o que na grande maioria das vezes pode levar a um grande vazio , você esta com varias pessoas mas também nao esta com ninguém.
Devemos fugir desse hedonismo esse medo de sentir dor , pelo menos eu vou tentar.

"A dor é a origem do conhecimento." (Simone Weil)