quarta-feira, 2 de maio de 2012

Vida facil


O caminho da perdição. Não é a mulher. Não é a bebida. E sim meus pensamentos.




Tobaldo era a síntese da malandragem chegava a ser um cliché de si mesmo um desses "Latin lover".Sempre com suas  correntes de prata, uma medalhinha de São Jorge, perfume no ponto ideal de modo que mais uma gotinha tornaria o aroma exalado por Tobaldo insuportável.
Sua vida se dividia no boteco do "tí zé", na quadra do vilarinho, e na boa e velha guaicurus e também na casa de  Cidinha qual devido a seus inúmeros adjetivos merece um paragrafo inteiro em sua homenagem.
      Cidinha tinha dezenove anos nessa época menina pura correta frequentadora da igreja universal muito querida entre os irmãos, vinha de família humilde e trabalhadora,  o pai morrera quando ela era criança de modo que a mãe a criou sozinha, essa era diarista e sempre fez questão de tornar a filha uma mulher integra.
       E realmente Cidinha era tudo que sua mãe queria e muito mais porem o rumo de sua vida mudou ao conhecer Tobaldo, em pleno centro eles se esbarraram por acaso, ele cheirando a pinga e a sexo, ela de vestido florido e de coque , apesar desses dois serem completos opostos não é que Cidinha ficou curiosa com aquele sujeito e o papo entre os dois foi durando e logo marcaram outro encontro e mais outro e mais outro....
        Tobaldo sofria pilheria por parte de seus camaradas, e Cidinha também era reprendida por parte de seus amigos da igreja e pela mãe também, mas quanto mais eram reprendidos maior era a vontade dos dois de se ver.
        Para Tobaldo a fixação por essa menina era algo que o angustiava logo ele rei dos cabarés e dos bailes se via perdido por essa pequena, o que fazer? Como fugir? Por mais que gostasse da moça a ideia de casamento trabalho fixo patroa o esperando em casa apos o expediente lhe dava nauseá só de pensar, ele não parara de ver outras mulheres mas seu sexo não funcionava mais como antes era como se seu próprio corpo se negasse a dar prazer a outras mulheres alem de Cidinha. Nos primeiros meses essa angustia era tolerável. Seu amigo Rubão dizia " e algo que passa e só fase logo logo se cansa dessa mulatinha" mas isso não ocorreu quanto mais o tempo passava mais difícil se tornava para Tobaldo , pois estar com Cidinha significava dizer não a tudo que era  e que sempre foi dizer não a uma vida qual sempre amara, com isso começou a beber cada vez mais e mal comia e ardia com a febre da paixão sem duvida não era mais o mesmo, a alguma solução tinha que chegar algo tinha que fazer. Decidiu que amava mais a liberdade do que Cidinha então em uma manha ensolarada de sábado a levou a um pequeno hotelzinho no centro no qual sempre marcavam seus encontros furtivos, quando ela chegou ao quartinho se deparou com Tobaldo que estava com olhos amarelados e febris e uma cara de panico e dor como jamais Cidinha havia vido em sua curta vida ele pulou sobre ela e a enforcou com a linha do telefone.



                                                                                     

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