sexta-feira, 30 de novembro de 2012
domingo, 4 de novembro de 2012
Sangue nos lábios
Quero viver em intensidade
Antes que seja tarde
Quero a mordida nos lábios
O calor do verão
O frio da chuva
A violência do dia-a-dia
A nudez da paixão
O ócio de domingo
O grito mudo do coração
As ruas cheias
Pessoas se achando é fundamentalmente se perdendo
Desejo tudo , já que o tudo é nada
Quero viver em grito
Chega de quietude
Nada de paz
Antes que seja tarde
Quero a mordida nos lábios
O calor do verão
O frio da chuva
A violência do dia-a-dia
A nudez da paixão
O ócio de domingo
O grito mudo do coração
As ruas cheias
Pessoas se achando é fundamentalmente se perdendo
Desejo tudo , já que o tudo é nada
Quero viver em grito
Chega de quietude
Nada de paz
segunda-feira, 29 de outubro de 2012
Querubim
Temos uma linguagem muda
Um vocabulário inteiro de olhares
Cada toque
Cada sentir da pele
É um dialogo inteiro
Os lábios vermelhos que tanto adora
A pele morena que tão fácil me envolve
Pensamentos como trovoadas
Rápido é barulhento
Calor dos corpos inquietos
A meia luz tremula a nos iluminar
Um ultimo cigarro
A bebida
A eternização do presente
O começo do fim do mundo
Vontade de em fim estar
As palavras vulgarizariam esse dialogo sublime
Que ocorre assim longe de tudo de todos
Dialogo nu , sem moral ,pressão ou preocupação
Ideias que se esvoaçam feito passarinho
Que fogem de mim para viver sem ninho
Um vocabulário inteiro de olhares
Cada toque
Cada sentir da pele
É um dialogo inteiro
Os lábios vermelhos que tanto adora
A pele morena que tão fácil me envolve
Pensamentos como trovoadas
Rápido é barulhento
Calor dos corpos inquietos
A meia luz tremula a nos iluminar
Um ultimo cigarro
A bebida
A eternização do presente
O começo do fim do mundo
Vontade de em fim estar
As palavras vulgarizariam esse dialogo sublime
Que ocorre assim longe de tudo de todos
Dialogo nu , sem moral ,pressão ou preocupação
Ideias que se esvoaçam feito passarinho
Que fogem de mim para viver sem ninho
segunda-feira, 22 de outubro de 2012
A flor e o espinho
Te mergulhei no mistério que sou eu
Da doçura ate a extrema amargura
O meu bom e o meu mal que veio a te fazer mal
Me fiz em flor e te rasguei com meu espinho
Sangrei logo a dona do meu afeto
Agora ela teme a minha companhia
Que traz tantos sentimentos a tona
Demasiada intensidade
Pouquíssima estabilidade
Mesmo sendo
Amor de verdade
Da doçura ate a extrema amargura
O meu bom e o meu mal que veio a te fazer mal
Me fiz em flor e te rasguei com meu espinho
Sangrei logo a dona do meu afeto
Agora ela teme a minha companhia
Que traz tantos sentimentos a tona
Demasiada intensidade
Pouquíssima estabilidade
Mesmo sendo
Amor de verdade
quinta-feira, 18 de outubro de 2012
Carta
Meu amigo meu camarada
Juntos por tantas presepadas
Olheiras conjuntas
Cigarros mal e bem fumados
Copos limpos e sujos
Morenas que vem e vão
Tudo em vão?
Claro que não meu bem
Já que se divertir nos faz tão bem
Quando doí e porque ainda sentimos
Não somos inertes nessa pequena grande vida
Esse belo hospício
Juntos temos a piores entre as melhores ideias
Experimentamos de certa ternura alucinógena
De alguns corpos compartilhados
Melodias de flautas,gaitas e atabaques
Nos bares da vida
A grande lição e a risada
o destemor do ridículo
Afinal a vida e ridícula
Nada e tão serio quanto parece
Então se de algum mal tu padece
Seja esse , o da risada da gargalhada
Ver o ridículo em si mesmo e no outro
Afinal a vida só e desfrutada por quem ousa ser louco
Juntos por tantas presepadas
Olheiras conjuntas
Cigarros mal e bem fumados
Copos limpos e sujos
Morenas que vem e vão
Tudo em vão?
Claro que não meu bem
Já que se divertir nos faz tão bem
Quando doí e porque ainda sentimos
Não somos inertes nessa pequena grande vida
Esse belo hospício
Juntos temos a piores entre as melhores ideias
Experimentamos de certa ternura alucinógena
De alguns corpos compartilhados
Melodias de flautas,gaitas e atabaques
Nos bares da vida
A grande lição e a risada
o destemor do ridículo
Afinal a vida e ridícula
Nada e tão serio quanto parece
Então se de algum mal tu padece
Seja esse , o da risada da gargalhada
Ver o ridículo em si mesmo e no outro
Afinal a vida só e desfrutada por quem ousa ser louco
A calmaria e a tempestade
Ando me embreagando em música
Mergulhando em poesia
Caminhando em prosa
Meus pés estão sempre a dois palmos acima do chão
Flutuo sem medo
Ando pelas ruas olhando nos olhos dos transeuntes
Me sinto deveras leve
O coração bate de alegria e ternura
Não sei o porque da felicidade
Apenas sinto ela me envolvendo
Com seu abraço terno
As noites calmas, a bela música, os bons livros
A serenidade em fim encontrada
Sei que não sera duradoura
A calmaria chama a tempestade
Só quero dessa primavera desfrutar antes que seja tarde
Mergulhando em poesia
Caminhando em prosa
Meus pés estão sempre a dois palmos acima do chão
Flutuo sem medo
Ando pelas ruas olhando nos olhos dos transeuntes
Me sinto deveras leve
O coração bate de alegria e ternura
Não sei o porque da felicidade
Apenas sinto ela me envolvendo
Com seu abraço terno
As noites calmas, a bela música, os bons livros
A serenidade em fim encontrada
Sei que não sera duradoura
A calmaria chama a tempestade
Só quero dessa primavera desfrutar antes que seja tarde
segunda-feira, 1 de outubro de 2012
Em bom português
E diferente o viver em português
Do viver em inglês, francês,alemão
No português as palavras emanam mel
Tem uma doçura unica
Palavras macias
Que te abraçam a cada vogal
Passarinho
Borboleta
Asa
Abraço
Ajuda
Ribeirinho
Tropeiro
Amigo
Sapeca
Violeta
Saudade
Tarde
Língua de criança
Na qual as mais horrendas sentença
Soa como brincadeira
A promessa se torna menos pesadas
O prazer e mais contente
O adeus mais triste
Ondas sonoras de alegria
Língua amada
Como para mim es cara
Do viver em inglês, francês,alemão
No português as palavras emanam mel
Tem uma doçura unica
Palavras macias
Que te abraçam a cada vogal
Passarinho
Borboleta
Asa
Abraço
Ajuda
Ribeirinho
Tropeiro
Amigo
Sapeca
Violeta
Saudade
Tarde
Língua de criança
Na qual as mais horrendas sentença
Soa como brincadeira
A promessa se torna menos pesadas
O prazer e mais contente
O adeus mais triste
Ondas sonoras de alegria
Língua amada
Como para mim es cara
Sem palavras
As palavras tudo para as palavras
No começo elas eram reflexo do real
Depois se tornaram matéria transcendental
A palavra é maior que a vida
A vida é uma palavra
No começo elas eram reflexo do real
Depois se tornaram matéria transcendental
A palavra é maior que a vida
A vida é uma palavra
sexta-feira, 28 de setembro de 2012
3-Beijo
Nosso beijo teve trés tempos....
I- Olhares se entrecruzando
Meu corpo, seu corpo
Teu cheiro
Tua pele
Meu desejo
Pela vida
E por você
A vida e desejo
E o que eu mais desejo
Sem duvida
E teu beijo
II- Você se aproxima mais ainda
Continuo a te mirar
Mapear seu corpo e coração
Você merece uma canção
Os rostos se aproximam
Começo a sentir a doçura dos teus lábios
Lábios que vão de encontro aos meus
Lábios que são só seus
III- Em fim o beijo
Teatro máximo do desejo
Sim eu te beijo
Nos dois somos apenas calor
O mundo ao redor se apaga
Não existe mais magoa
Vamos para longe do tempo e espaço
No teu corpo eu me desfaço
Me redescubro
E descubro tua nudez
Pela primeira vez
I- Olhares se entrecruzando
Meu corpo, seu corpo
Teu cheiro
Tua pele
Meu desejo
Pela vida
E por você
A vida e desejo
E o que eu mais desejo
Sem duvida
E teu beijo
II- Você se aproxima mais ainda
Continuo a te mirar
Mapear seu corpo e coração
Você merece uma canção
Os rostos se aproximam
Começo a sentir a doçura dos teus lábios
Lábios que vão de encontro aos meus
Lábios que são só seus
III- Em fim o beijo
Teatro máximo do desejo
Sim eu te beijo
Nos dois somos apenas calor
O mundo ao redor se apaga
Não existe mais magoa
Vamos para longe do tempo e espaço
No teu corpo eu me desfaço
Me redescubro
E descubro tua nudez
Pela primeira vez
segunda-feira, 24 de setembro de 2012
Pois é
Nada foi feito para a eternidade
O plano do possível se da no agora
O depois e o antes são mera ilusão
A realidade se constrói segundo a segundo
A brevidade do mundo que nos cerca
O torna mais belo
Faz com que cada agir,sentir,amar e sofrer seja único
O dia nunca foi tão lindo quanto hoje
Talvez o amanha me presenteie com mais beleza
Ou não
O plano do possível se da no agora
O depois e o antes são mera ilusão
A realidade se constrói segundo a segundo
A brevidade do mundo que nos cerca
O torna mais belo
Faz com que cada agir,sentir,amar e sofrer seja único
O dia nunca foi tão lindo quanto hoje
Talvez o amanha me presenteie com mais beleza
Ou não
sexta-feira, 14 de setembro de 2012
poema em sussurros
se prende desprende
onde for haverá de ser
não tem como fugir
da doce amargura de ser
quem tu es
fugir não e possível
brincar de ilusionista
se perder da própria vista
e então voltar
e desconfiar
do hipócrita
que sempre aparece
quando me olho no espelho
quinta-feira, 13 de setembro de 2012
Genoveva de Souza
Luzes azuladas
Quarto esfumaçado
Fumaça em meio ao meu retrato
Ideias mal dormidas
Corpos ao relento
Tudo passa em um pé de vento
Prosas a prosear
Realidades a mudar
Amor a vir e a voar
O tempo sem tempo
As horas não vão passar
Absinto muito por não mais amar
Quarto esfumaçado
Fumaça em meio ao meu retrato
Ideias mal dormidas
Corpos ao relento
Tudo passa em um pé de vento
Prosas a prosear
Realidades a mudar
Amor a vir e a voar
O tempo sem tempo
As horas não vão passar
Absinto muito por não mais amar
quarta-feira, 5 de setembro de 2012
Amor em bh (começo,meio e fim)
Te conheci na Praça da Liberdade
Já era tarde
Te revi na Praça da Estação
Escutávamos a mesma canção
Foi na rua da Bahia
Que de longe te via
Na Raul Soares
Trocávamos olhares
Então no Santa Tereza
Um beijo e uma certeza
No edifício maleta
bebida risada e careta
No mirante
um coração e dois amantes
De volta a Praça da Estação
Outra menina mais uma canção
Em fim na praça sete
Tudo se repete
Já era tarde
Te revi na Praça da Estação
Escutávamos a mesma canção
Foi na rua da Bahia
Que de longe te via
Na Raul Soares
Trocávamos olhares
Então no Santa Tereza
Um beijo e uma certeza
No edifício maleta
bebida risada e careta
No mirante
um coração e dois amantes
De volta a Praça da Estação
Outra menina mais uma canção
Em fim na praça sete
Tudo se repete
segunda-feira, 27 de agosto de 2012
Luz suave doravante
Hoje tive um pressagio
Luzes multicoloridas me guiando
Ate outro estagio
A brisa me abraçando
E uma fina nevoa
Perante meus olhos
Que enxergavam
Mesmo estando fechados
Minhas pernas me levavam aonde queriam
E o melhor eu queria tudo e todos
O mundo se mostrava em plena beleza
Cheio de luzes cheiros e sabores
Sensações fortes e suaves
A vida se mostrando em toda
Sua complexa doçura
Luzes multicoloridas me guiando
Ate outro estagio
A brisa me abraçando
E uma fina nevoa
Perante meus olhos
Que enxergavam
Mesmo estando fechados
Minhas pernas me levavam aonde queriam
E o melhor eu queria tudo e todos
O mundo se mostrava em plena beleza
Cheio de luzes cheiros e sabores
Sensações fortes e suaves
A vida se mostrando em toda
Sua complexa doçura
sexta-feira, 24 de agosto de 2012
Corda bamba
Eita mundão
Quem me dera o ter nas minhas mãos
Viver uma pacata solidão
Não não
Talvez viver a dançar
Em pleno salão
Sem vergonha
Dos meus movimentos desconexos
Do meu desencaixar
Sem vergonha da minha vida sem nexo
Do meu vazio maior que eu
Ou de acaber em retrocesso
Talvez eu tema o progresso
Quem me dera o ter nas minhas mãos
Viver uma pacata solidão
Não não
Talvez viver a dançar
Em pleno salão
Sem vergonha
Dos meus movimentos desconexos
Do meu desencaixar
Sem vergonha da minha vida sem nexo
Do meu vazio maior que eu
Ou de acaber em retrocesso
Talvez eu tema o progresso
quarta-feira, 22 de agosto de 2012
Descompromisso
Sorriso de embriaguez
Esqueci seu nome outra vez
Você acredita em deus
Eu nem em mim mesmo
Você com seu esqueiro importado
Vem pro meu lado
Me da um beijo comportado
Depois finge que não me conhece
Me esquece
Faz de cada encontro o primeiro
Fica nua
E diz para mim
"sou tua"
Esqueci seu nome outra vez
Você acredita em deus
Eu nem em mim mesmo
Você com seu esqueiro importado
Vem pro meu lado
Me da um beijo comportado
Depois finge que não me conhece
Me esquece
Faz de cada encontro o primeiro
Fica nua
E diz para mim
"sou tua"
segunda-feira, 13 de agosto de 2012
Paixão matinal
E preciso resolver
Tirar tudo que fica entre eu e você
Pesar medir
Tentar me decidir
Ou não
Seguir a logica do perdão
Dizer adeus a possibilidade do não
E voltar
Voltar tudo
O abraço o beijo
Tornar o um em dois
Me prender por querer
Desejar só você
Tirar tudo que fica entre eu e você
Pesar medir
Tentar me decidir
Ou não
Seguir a logica do perdão
Dizer adeus a possibilidade do não
E voltar
Voltar tudo
O abraço o beijo
Tornar o um em dois
Me prender por querer
Desejar só você
quarta-feira, 8 de agosto de 2012
Só em meio a multidão
A urbanidade me diverte
Esse viver em "colmeia"
Me remete a um sentimento de pertencimento
Em não pertencer
Uma solidão a dois a três a mil a um milhão
Estar só em meio a multidão
Um infinito de Julias,Pedros,Anas e Claras
quinta-feira, 2 de agosto de 2012
Ansiá
Quem fica desencanta
Esquece o porque ama
Se perde em si mesmo
Quero comungar com o todo
Ir alem do que ser quer
Dinheiro,carro,mulher
Quero devorar a vida
De uma mordida só
terça-feira, 31 de julho de 2012
Flor de lótus
Que sorriso lindo
Vindo de lugar tao sujo
Minha vida cruza com a tua
Meio por loucura
De certo
Não e correto
Me encantar com tal sorriso
Sei que corro o risco
De nunca o esquecer
Vindo de tal lugar
Inesperado
Devastado pela dor
Encontrar uma migalha de amor
Alegria ou horror?
Vindo de lugar tao sujo
Minha vida cruza com a tua
Meio por loucura
De certo
Não e correto
Me encantar com tal sorriso
Sei que corro o risco
De nunca o esquecer
Vindo de tal lugar
Inesperado
Devastado pela dor
Encontrar uma migalha de amor
Alegria ou horror?
sexta-feira, 27 de julho de 2012
quarta-feira, 25 de julho de 2012
A realidade e massinha de modelar
Como e maravilhosa
A vida sem imposição
Eu acredito no que quero meu irmão
Tão fácil
Ainda mais para mim
Que escolhi não acreditar
Não me preocupar
Convencer para que
Só quero viver
Não almejo impor
Quero ter uma relação indolor
As verdades são tantas
Mentiras dessas nem falo
A vida em preto e branco e confusa
Pois bem
Transformo meu quadro em um arco iris borrado
Não quero mais certezas
Estar certo para que
Quem procura certeza
Sempre encontra tristeza
A vida sem imposição
Eu acredito no que quero meu irmão
Tão fácil
Ainda mais para mim
Que escolhi não acreditar
Não me preocupar
Convencer para que
Só quero viver
Não almejo impor
Quero ter uma relação indolor
As verdades são tantas
Mentiras dessas nem falo
A vida em preto e branco e confusa
Pois bem
Transformo meu quadro em um arco iris borrado
Não quero mais certezas
Estar certo para que
Quem procura certeza
Sempre encontra tristeza
BDA
Todos falando ao mesmo tempo
Em uma melodia doce e desconexa
todos sem entender
E ficando a repetir
"Agente tem sempre que se ver"
A grande maioria ja se amou
Porem de modo suave
A delicadeza e o descompromisso
Sempre em primeiro lugar
Ah como e doce
Como se fosse outro mundinho
Onde as leis da gravidade e da infelicidade
Estão far far away
Sinto uma felicidade
Pura descomplicada
Sem ambição
Nesses momentos abraço o mundo
Amo tudo e todos
Como são doces meus amigos
Perfeitos em suas imperfeiçoes
Me sinto lisonjeado de fazer parte
Dessa trupe de malucos
Sem duvida
Amo-os todos
Banzo
Dói mais que qualquer pancada
doi toda hora em todo lugar
e só pensar
Que a trsiteza volta a seu lugar
Bem aconchegada
No meu peito
Dor sem respeito
Sem consideração
Vim a conhecer logo agora
Rogo que va embora
Pois quem sofre tem preça
Ainda mais eu
Que tenho fome de alegria
doi toda hora em todo lugar
e só pensar
Que a trsiteza volta a seu lugar
Bem aconchegada
No meu peito
Dor sem respeito
Sem consideração
Vim a conhecer logo agora
Rogo que va embora
Pois quem sofre tem preça
Ainda mais eu
Que tenho fome de alegria
Olhos
Não mira esses olhos pra mim
Que me desnudam
Com tamanha facilidade
Me deixa sem jeito
Perdido em ti
Esses olhos
Que me dizem
Decifra-me ou devoro-te
Esses olhos
Profundos
Esses olhos
Que me dizem tudo
Sem dizer nada
Ai o tudo e o nada
E o nada e o tudo
Esses olhos
Que me confundem
Me perco nesses olhos
Me promete
Não deixa ninguém me achar
enquanto te decifro
Quero me esconder do mundo
Sem hora para voltar
E ficar sozinho a explorar
Esses olhos
Que me desnudam
Com tamanha facilidade
Me deixa sem jeito
Perdido em ti
Esses olhos
Que me dizem
Decifra-me ou devoro-te
Esses olhos
Profundos
Esses olhos
Que me dizem tudo
Sem dizer nada
Ai o tudo e o nada
E o nada e o tudo
Esses olhos
Que me confundem
Me perco nesses olhos
Me promete
Não deixa ninguém me achar
enquanto te decifro
Quero me esconder do mundo
Sem hora para voltar
E ficar sozinho a explorar
Esses olhos
terça-feira, 17 de julho de 2012
Poema curto porem falsamente verdadeiro
Olha que eu não sou homem de prometer
Mas talvez um dia eu seja só de você
E se me perguntas o que aconteceu
Para eu querer ser teu
Te digo
Não nego
Me entrego
Te quero
Mas talvez um dia eu seja só de você
E se me perguntas o que aconteceu
Para eu querer ser teu
Te digo
Não nego
Me entrego
Te quero
Sociedade
A gente se droga e se ama
E não reclama
De viver na lama
Como quem se encanta
Com o errado
O sujo
Que não deve ser falado
Jamais feito
O proibido tem gosto de mel!
E doce , saboroso
Envolve o paladar
Em uma viagem entre a sensação e a oscilação
E o prazer marginal que me encanta
Ele é cru , brutal
Sem nome sem endereço
Te envolve com torpor
E sorrisos alucinantes
E volta sempre como um velho amante
E não reclama
De viver na lama
Como quem se encanta
Com o errado
O sujo
Que não deve ser falado
Jamais feito
O proibido tem gosto de mel!
E doce , saboroso
Envolve o paladar
Em uma viagem entre a sensação e a oscilação
E o prazer marginal que me encanta
Ele é cru , brutal
Sem nome sem endereço
Te envolve com torpor
E sorrisos alucinantes
E volta sempre como um velho amante
terça-feira, 26 de junho de 2012
Ao amigo
Rapaz que raiva e essa?
Tanto ódio tanto desgosto
Acaba deixando a vida sem gosto
Lembra que a vida e mar
Para pular de peito e nadar
Quem pensa de mais não chega la
Seja onde la for
Em vez de brigar
Compra uma flor
Sai com uma morena
Vai fazer amor
Porque a vida também e flor
Um buque colorido de muito amor
Mais cerveja , menos rancor
Quem sabe ai botamos fim a tua dor?
Tanto ódio tanto desgosto
Acaba deixando a vida sem gosto
Lembra que a vida e mar
Para pular de peito e nadar
Quem pensa de mais não chega la
Seja onde la for
Em vez de brigar
Compra uma flor
Sai com uma morena
Vai fazer amor
Porque a vida também e flor
Um buque colorido de muito amor
Mais cerveja , menos rancor
Quem sabe ai botamos fim a tua dor?
segunda-feira, 25 de junho de 2012
De mar em mar
Morena das belas pernas
Não se zangue comigo
Se fiz o que fiz
Não foi para lhe magoar
E que meu coração tem dessas
De querer amar cada vez mais
Todos de mar em mar
Nada muda depois do ocorrido
Continuas sendo minha pequena
E meus sentimentos...
Dirigidos somente a ti
Não castigue meu corpo
Por algo que o coração fez
Não impede minha carne de se juntar a tua
Nos tornando um êxtase único
E que meu coração tem dessas
De querer amar de mar em mar
Não se zangue comigo
Se fiz o que fiz
Não foi para lhe magoar
E que meu coração tem dessas
De querer amar cada vez mais
Todos de mar em mar
Nada muda depois do ocorrido
Continuas sendo minha pequena
E meus sentimentos...
Dirigidos somente a ti
Não castigue meu corpo
Por algo que o coração fez
Não impede minha carne de se juntar a tua
Nos tornando um êxtase único
E que meu coração tem dessas
De querer amar de mar em mar
?
Piso em uma lua de emoções
Cada segundo venço a gravidade
Me desprendo
Reaprendo a leveza do andar
E fico a respirar bem devagarinho
Como quem não tem tempo a perder
Muito menos a ganhar
Cada segundo venço a gravidade
Me desprendo
Reaprendo a leveza do andar
E fico a respirar bem devagarinho
Como quem não tem tempo a perder
Muito menos a ganhar
domingo, 24 de junho de 2012
Cidade jardim
Vou com meu andar despreocupado
Como uma anjo perdido e combalido
Feliz , ignorante
Sentindo a brisa da madrugada
Beijando minha fronte
Com uma alegria boba
Tão vazia
Mas tão deliciosa
Cada passo, mais leve
As luzes amareladas
A cidade vazia
Meu andar despreocupado
Minha cabeça vazia
Nessas horas
Acho minha metrópole
O melhor lugar do mundo
Tão bela, tão feia
Sinto por ela
Aquele amor que se da
Ao desimportante
Ela não e Nova York
Não e Berlim
Nem mesmo Paris
Mas e minha
E eu sou dela
Em minha essência
Inegavelmente dela...
Em fim
Minha cidade
Caio de amores por ela
Em suas madrugadas
Perdido, sem querer me achar..
Como uma anjo perdido e combalido
Feliz , ignorante
Sentindo a brisa da madrugada
Beijando minha fronte
Com uma alegria boba
Tão vazia
Mas tão deliciosa
Cada passo, mais leve
As luzes amareladas
A cidade vazia
Meu andar despreocupado
Minha cabeça vazia
Nessas horas
Acho minha metrópole
O melhor lugar do mundo
Tão bela, tão feia
Sinto por ela
Aquele amor que se da
Ao desimportante
Ela não e Nova York
Não e Berlim
Nem mesmo Paris
Mas e minha
E eu sou dela
Em minha essência
Inegavelmente dela...
Em fim
Minha cidade
Caio de amores por ela
Em suas madrugadas
Perdido, sem querer me achar..
sábado, 23 de junho de 2012
Canhamo
Dança comigo
Me da abrigo
Toca meu lábio com o teu
Se faz neblina
Me domina
Puro torpor
Tudo amor
Mas promete
Não me impede
De nada fazer
Por te amar, por te querer
Por me entreter
Quando precisar
Deixa eu te esquecer
Viver bem com você
Estar
Jamais necessitar
Viver bem com você
Me da abrigo
Toca meu lábio com o teu
Se faz neblina
Me domina
Puro torpor
Tudo amor
Mas promete
Não me impede
De nada fazer
Por te amar, por te querer
Por me entreter
Quando precisar
Deixa eu te esquecer
Viver bem com você
Estar
Jamais necessitar
Viver bem com você
Parábola do Zé ninguém
Existia em uma terra muito muito distante , um homem pobre , sem nome sem terra , sem amigos , sem amor , ele era em si a síntese do vazio o exemplo perfeito do nada.
Para esse homem o tempo passava , lento e rapidamente , sem proposito sem fim ,apesar de todos saberem de sua desoladora solidão na verdade ninguém sabia o que se passava em sua cabeça, o que ele pensava?sera que ele sofria?
Então em um belo dia, o grande imperador conquistador de nações inteiras, rei dos reis, homem mais poderoso dentre todos os homens, soube desse homem pobre, e se condoendo da situação vivida por esse individuo ele se dirigiu ate a vila onde o pobre homem vivia , quando eles se encontraram o seguinte dialogo foi travado entre eles.
-Eu Julios Maxentios III senhor de toda a terra, venho perante a ti lhe oferecer o que quiseres!
-Nada
-Como nada! Posso ver em teus olhos que o sofrimento o aflige!
-Mas quem não sofre?
-Eu sou senhor do mundo tenho riquezas alem do que podes imaginar, posso possuir a mulher que quiser e todos meu caprichos são cumpridos, realmente acreditas que eu sofro?
-Piamente, o senhor sem duvida sofre.
-Como ousas dizer tamanha heresia, eu não posso sofrer!
-O que é o sofrimento?Ter tudo?Ter nada? E ocupar o nosso vazio existencial com objetos materiais. Vos, renegais o sofrimento ao fazeres isso renegas o que mais de humano tens, vos apesar de toda sua honra e gloria não percebeste o quão vão e tudo que tens, já eu em minha insignifancia aceito a dor , não a nego, não a camuflo vejo a talvez ate como uma dadiva dos deuses, o que seria o prazer sem a dor? a companhia sem a solidão , negar o sofrimento e negar a vida.
Por isso lhe agradeço pelo apreço porem nada tenho e nada me falta, e talvez por isso , por acatar meu sofrimento inerentemente humano , eu , que não sou nada nem ninguém sofro menos que ti, logo eu lhe pergunto.
Como posso lhe ajudar?
Apos tal dialogo o imperador, mandou que o pobre homem fosse executado , não podia aceitar tamanha afronta a sua pessoa , porem pelo resto de sua vida não houve um dia que não pensara naquele homem.
Para esse homem o tempo passava , lento e rapidamente , sem proposito sem fim ,apesar de todos saberem de sua desoladora solidão na verdade ninguém sabia o que se passava em sua cabeça, o que ele pensava?sera que ele sofria?
Então em um belo dia, o grande imperador conquistador de nações inteiras, rei dos reis, homem mais poderoso dentre todos os homens, soube desse homem pobre, e se condoendo da situação vivida por esse individuo ele se dirigiu ate a vila onde o pobre homem vivia , quando eles se encontraram o seguinte dialogo foi travado entre eles.
-Eu Julios Maxentios III senhor de toda a terra, venho perante a ti lhe oferecer o que quiseres!
-Nada
-Como nada! Posso ver em teus olhos que o sofrimento o aflige!
-Mas quem não sofre?
-Eu sou senhor do mundo tenho riquezas alem do que podes imaginar, posso possuir a mulher que quiser e todos meu caprichos são cumpridos, realmente acreditas que eu sofro?
-Piamente, o senhor sem duvida sofre.
-Como ousas dizer tamanha heresia, eu não posso sofrer!
-O que é o sofrimento?Ter tudo?Ter nada? E ocupar o nosso vazio existencial com objetos materiais. Vos, renegais o sofrimento ao fazeres isso renegas o que mais de humano tens, vos apesar de toda sua honra e gloria não percebeste o quão vão e tudo que tens, já eu em minha insignifancia aceito a dor , não a nego, não a camuflo vejo a talvez ate como uma dadiva dos deuses, o que seria o prazer sem a dor? a companhia sem a solidão , negar o sofrimento e negar a vida.
Por isso lhe agradeço pelo apreço porem nada tenho e nada me falta, e talvez por isso , por acatar meu sofrimento inerentemente humano , eu , que não sou nada nem ninguém sofro menos que ti, logo eu lhe pergunto.
Como posso lhe ajudar?
Apos tal dialogo o imperador, mandou que o pobre homem fosse executado , não podia aceitar tamanha afronta a sua pessoa , porem pelo resto de sua vida não houve um dia que não pensara naquele homem.
sexta-feira, 22 de junho de 2012
Intimidade
Minhas coxas sobre as tuas
Muito calor
Um motel barato
Falta de amor
Um cinzeiro vazio
Seus olhos azuis
Mancha de nascença na coxa
Lençóis sujos
Cheiro de amor
Jornal velho
Sua mãe no telefone
Recorte de revista
Um belo traseiro
Marca de unha nas costas
Sorriso na beirada da sua boca
Muito prazer
E um pouquinho de dor
Muito calor
Um motel barato
Falta de amor
Um cinzeiro vazio
Seus olhos azuis
Mancha de nascença na coxa
Lençóis sujos
Cheiro de amor
Jornal velho
Sua mãe no telefone
Recorte de revista
Um belo traseiro
Marca de unha nas costas
Sorriso na beirada da sua boca
Muito prazer
E um pouquinho de dor
segunda-feira, 4 de junho de 2012
Eu , Platão e você
Moça desconhecida
Ausente em minha vida
Ao te ver
Sorrir e agir
Não posso negar o meu querer
Mais e mais te ver
Sem hesitar desbravar o que e você
Porem logo me vem em mente
O inconveniente em lhe conhecer
Sera tal belo e palpável nosso amor
Uma existência pura
Porem com muito ardor
E claro que e impossível não temer
Sem hesitar desbravar o que e você
Pois bem sem nome você continua
E seras um belo sorriso
Uma mulher ideal
Platônica e nunca real
Que me fara sorrir
Ao pensar em ti
E esquecer
O meu desentender
Com minhas mulheres de carne e osso
Muito amor e também desgosto
Ausente em minha vida
Ao te ver
Sorrir e agir
Não posso negar o meu querer
Mais e mais te ver
Sem hesitar desbravar o que e você
Porem logo me vem em mente
O inconveniente em lhe conhecer
Sera tal belo e palpável nosso amor
Uma existência pura
Porem com muito ardor
E claro que e impossível não temer
Sem hesitar desbravar o que e você
Pois bem sem nome você continua
E seras um belo sorriso
Uma mulher ideal
Platônica e nunca real
Que me fara sorrir
Ao pensar em ti
E esquecer
O meu desentender
Com minhas mulheres de carne e osso
Muito amor e também desgosto
domingo, 27 de maio de 2012
Dona Certeza
Minha musa minha querida
Por onde andas na minha vida?
Quando lhe vejo
Só tenho tempo de lhe dar um beijo
E já desaparece
Como quem diz "Me esquece"
E então quando menos espero
Mais ainda te quero
Nesse pique-esconde do amor
Quem realmente brinca comigo
E a razão?
Ou a emoção?
Com um sorriso no rosto então
Faço mais uma questão
Para não faltar
Talvez ate exaltar
A duvida nossa de cada dia
Em fim
Bom dia!
Por onde andas na minha vida?
Quando lhe vejo
Só tenho tempo de lhe dar um beijo
E já desaparece
Como quem diz "Me esquece"
E então quando menos espero
Mais ainda te quero
Nesse pique-esconde do amor
Quem realmente brinca comigo
E a razão?
Ou a emoção?
Com um sorriso no rosto então
Faço mais uma questão
Para não faltar
Talvez ate exaltar
A duvida nossa de cada dia
Em fim
Bom dia!
sexta-feira, 25 de maio de 2012
Hedonismo
Amor e dor
Sofrimento e rancor
Membros entorpecidos
E muita mais dor
Maconha para o corpo
Pilulas para a alma
Pó para manter o espirito acordado
Um sonífero para se entregar ao nada
E fugir dessa manada
De homens alegres na infelicidade
E infelizes na alegria
Drogas para me tirar da letargia
Me encher de energia
E me fazer ver a real magia
Desse mundo que ninguém quer ver
Ai quem sabe com isso eu venha a aprender
Como melhor viver
E fazer de cada dia puro prazer.
Sofrimento e rancor
Membros entorpecidos
E muita mais dor
Maconha para o corpo
Pilulas para a alma
Pó para manter o espirito acordado
Um sonífero para se entregar ao nada
E fugir dessa manada
De homens alegres na infelicidade
E infelizes na alegria
Drogas para me tirar da letargia
Me encher de energia
E me fazer ver a real magia
Desse mundo que ninguém quer ver
Ai quem sabe com isso eu venha a aprender
Como melhor viver
E fazer de cada dia puro prazer.
domingo, 20 de maio de 2012
...
Que as flores e meus amigos morram
E que as dores me matem
E que a solidão me desole
Para que alguns dias depois
de tamanha tragédia
Eu possa acordar, de ressaca
Querendo flores e amizades
Ode ao nada
Em um universo caótico e ilógico
Procuramos ordem e razão
Sempre em vão
Em vez de nos deliciarmos
Com esses vazios maravilhosos
Ficamos na ilusão de nos acharmos poderosos
Essas preocupações e responsabilidades
Nos prendem as necessidades
Criadas por nos mesmos
Tornam a liberdade uma condenação
e passamos a viver um insustentável peso do ser
enquanto a real felicidade ninguém chega a ver
Talvez o caminho seja um estoicismo esclarecido
De modo que jamais me declare vencido
Seria um
Viver por viver
Tendo como fim sempre ver mais um amanhecer
Até que ao fim deixássemos de padecer
Da nossa trágica e heroica
Simplória e grandiosa
Existência.
Procuramos ordem e razão
Sempre em vão
Em vez de nos deliciarmos
Com esses vazios maravilhosos
Ficamos na ilusão de nos acharmos poderosos
Essas preocupações e responsabilidades
Nos prendem as necessidades
Criadas por nos mesmos
Tornam a liberdade uma condenação
e passamos a viver um insustentável peso do ser
enquanto a real felicidade ninguém chega a ver
Talvez o caminho seja um estoicismo esclarecido
De modo que jamais me declare vencido
Seria um
Viver por viver
Tendo como fim sempre ver mais um amanhecer
Até que ao fim deixássemos de padecer
Da nossa trágica e heroica
Simplória e grandiosa
Existência.
quarta-feira, 2 de maio de 2012
Vida facil
O caminho da perdição. Não é a mulher. Não é a bebida. E sim meus pensamentos.
Tobaldo era a síntese da malandragem chegava a ser um cliché de si mesmo um desses "Latin lover".Sempre com suas correntes de prata, uma medalhinha de São Jorge, perfume no ponto ideal de modo que mais uma gotinha tornaria o aroma exalado por Tobaldo insuportável.
Sua vida se dividia no boteco do "tí zé", na quadra do vilarinho, e na boa e velha guaicurus e também na casa de Cidinha qual devido a seus inúmeros adjetivos merece um paragrafo inteiro em sua homenagem.
Cidinha tinha dezenove anos nessa época menina pura correta frequentadora da igreja universal muito querida entre os irmãos, vinha de família humilde e trabalhadora, o pai morrera quando ela era criança de modo que a mãe a criou sozinha, essa era diarista e sempre fez questão de tornar a filha uma mulher integra.
E realmente Cidinha era tudo que sua mãe queria e muito mais porem o rumo de sua vida mudou ao conhecer Tobaldo, em pleno centro eles se esbarraram por acaso, ele cheirando a pinga e a sexo, ela de vestido florido e de coque , apesar desses dois serem completos opostos não é que Cidinha ficou curiosa com aquele sujeito e o papo entre os dois foi durando e logo marcaram outro encontro e mais outro e mais outro....
Tobaldo sofria pilheria por parte de seus camaradas, e Cidinha também era reprendida por parte de seus amigos da igreja e pela mãe também, mas quanto mais eram reprendidos maior era a vontade dos dois de se ver.
Para Tobaldo a fixação por essa menina era algo que o angustiava logo ele rei dos cabarés e dos bailes se via perdido por essa pequena, o que fazer? Como fugir? Por mais que gostasse da moça a ideia de casamento trabalho fixo patroa o esperando em casa apos o expediente lhe dava nauseá só de pensar, ele não parara de ver outras mulheres mas seu sexo não funcionava mais como antes era como se seu próprio corpo se negasse a dar prazer a outras mulheres alem de Cidinha. Nos primeiros meses essa angustia era tolerável. Seu amigo Rubão dizia " e algo que passa e só fase logo logo se cansa dessa mulatinha" mas isso não ocorreu quanto mais o tempo passava mais difícil se tornava para Tobaldo , pois estar com Cidinha significava dizer não a tudo que era e que sempre foi dizer não a uma vida qual sempre amara, com isso começou a beber cada vez mais e mal comia e ardia com a febre da paixão sem duvida não era mais o mesmo, a alguma solução tinha que chegar algo tinha que fazer. Decidiu que amava mais a liberdade do que Cidinha então em uma manha ensolarada de sábado a levou a um pequeno hotelzinho no centro no qual sempre marcavam seus encontros furtivos, quando ela chegou ao quartinho se deparou com Tobaldo que estava com olhos amarelados e febris e uma cara de panico e dor como jamais Cidinha havia vido em sua curta vida ele pulou sobre ela e a enforcou com a linha do telefone.
terça-feira, 1 de maio de 2012
Bernardo queria dominar sua cidade. Não sabia por onde
começava; não sabia se queria ser médico ou escritor – não que não se visse como
advogado. Existiam tantas opções que o atraíam igualmente em todas as áreas do
saber que ficava estático, esperando que uma delas vencesse algum tipo de
corrida sobre as outras e o tirasse dessa impotência que o devorava.
Sua curiosidade e interesse pelos mais diversos
assuntos eram inesgotáveis e por isso não poderia declarar, como todos que
conhecia, que nasceu para ser um médico – ou advogado ou escritor. Suas ações
eram como uma colcha de retalhos: não se completavam, ou sequer faziam o menor
sentido entre si.
O que Bernardo de fato apreciava era a diversão e a
decadência moral, e sua cidade era o palco perfeito para seus desvios. Via a
cidade como um monstro colossal, desconhecido, pronto para ser explorado pelos
mais intrépidos aventureiros que o mundo moderno tem para oferecer. Veja bem, Bernardo
não tinha as melhores qualidades para ser um desbravador da urbanização: morava
com sua mãe, vinha de boa família, era tímido, e, no fundo, apreciava os
valores morais que tanto gostava de ver ruir na cidade. Porém, isso não o
impedia de fazer desse desbravamento a atividade que mais consumisse seu tempo.
Ora se encontrava em bares sujos do centro da cidade, em meio à mendigos e todo
o tipo de dejetos da seleção artificial cosmopolita; ora estava nos bairros
mais nobres da cidade, em lares que considerava como o ápice da arquitetura
urbana, conhecendo filhos de empresários e transando com filhas de políticos.
Existir em ambos os mundos era extraordinário, afinal, sair da rotina tornou-se
um grande problema da vida utilitarista e positivista das megalópoles e
Bernardo mal se lembrava da última vez que previu, remotamente, o que faria com
seu dia.
Existir em ambos os mundos também implicava que
Bernardo não fazia parte, realmente, de nenhum deles. Tinha uns poucos amigos
que assim como ele transitavam entre os estratos da sociedade e só. O restante
de seu círculo social era composto de conhecidos, mulheres que gostaria de
transar, traficantes e subservientes, e a solidão decorrente desse quadro
assolava seus pensamentos constantemente – nada grave, intermitentes quadros de
tristeza que eram curados por noites de sexo, maconha e cerveja. Mas havia a
inquietação, o subproduto do senso crítico afiadíssimo de Bernardo (ora,
relacionar-se com pobres e ricos desperta o ceticismo e cinismo em qualquer um)
que fazia com que a cada moça que desejasse, a cada cerveja que bebesse, cada
baseado que acendesse fosse impregnado com dúvidas existenciais, políticas e
ódio de si – o motivo de toda estranheza e falta de jeito de Bernardo. Cada
vontade era examinada diversas vezes e a ação resultante era contaminada de
incerteza, profundo desejo de aprovação e descrença profunda na esperança de que
um dia poderia ser feliz, dado que tudo que fazia era automaticamente examinado
de modo cruel por seu cérebro.
continua...
domingo, 1 de abril de 2012
Tratado lisergico sobre a questão teológica latino americana
A questao da existencia de uma entidade divina criadora originaria nao deve, nao pode ser abordada a partir da racionalidade , e um questao filosofica reliogiosa inerente a irracionalidade mas de modo positivo e construitivo sendo possivel presenciar a ideia da coexistencia entre corpo e alma a partir do ambito da demencia eis porque em culturas ancestrais os loucos de todos os tipos eram amados e perseguidos , a insanidade em questoes religiosas pode ser vista como um bençao , a partir de um arranjo psiquico diferente do usual se torna possivel conviver com realidades extremamente contrarias a vivida pelas pessoas normal , levando muitas vezes ao questionamento do que e a realidade e se ela realmente existe .
Com isso e possivel concluir que a questao da existencia de um deus nao e importante , pois e puramente sensorial e biologica alguns percebem realidades diferentes de outros
Com isso e possivel concluir que a questao da existencia de um deus nao e importante , pois e puramente sensorial e biologica alguns percebem realidades diferentes de outros
domingo, 18 de março de 2012
Ideologia do vazio?
Olha! Somos Iguais?...
Globalização...
Chega de conversa mole...
"Igualização"!
Francismar Prestes Leal Globalização...
Chega de conversa mole...
"Igualização"!
Recentemente me deparei com um texto, que questionava qual era o papel da juventude da nossa geração o texto inteiro se baseava em dizer que não temos grandes causas e somos extremamente individualista e que isso nos leva a uma vida vazia e incrivelmente sem sentido.
Pois bem , lhes digo , essa nostalgia de viver em uma época da qual não se e protagonista e muito normal, concordo que no seculo passado devido a uma maior polarização politica era mais fácil se posicionar e dizer que lutava por algo o mundo ainda não estava conectado pela internet o muro de Berlim se mantinha firme e forte e o apocalipse nuclear parecia uma realidade possível.Mas na época que vivemos as causas não se extinguíram pelo contrario não apenas continuas a existir mas também são muitas e mais difíceis de militar pois se torna cada vez mais árduo encontrar o mérito ou não dessas empreitadas antes era muito fácil definir uma posição principalmente pois nele ou se era comunista ou capitalista atualmente com maior pluralidade e transito de ideias e muito mais complicado se definir, o mundo se tornou menor e maior ao mesmo tempo, acredito que não vivemos um período sem grandes guerras e sem grandes revoluções pelo contrario esse mundo não se tornou apenas menor mas de certo modo maior como ele nunca fora antes, vivemos sim uma época onde tudo e possível, principalmente devido a internet que em tao pouco tempo mudou o modo de nos comunicarmos de aprendermos de ensinarmos essa democratização do conhecimento faz de nos jovens responsáveis por criar um mundo mais democrático tanto no âmbito regional melhorando nosso próprio bairro ate em causas globais.
Concluindo somos jovens globais com tudo que implica esse incrível novo mundo no qual vivemos , e bem acho que o papel de nos julgar sera da próxima geração.
terça-feira, 13 de março de 2012
?
Me encontro
e logo me desencontro
e sempre a me perguntar
se um dia eu chego lá
e quando lá chegar
se volto a me encontrar
será que chego lá?
e logo me desencontro
e sempre a me perguntar
se um dia eu chego lá
e quando lá chegar
se volto a me encontrar
será que chego lá?
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